
Passaram mais de 30 anos desde que Tom Morey, na garagem de sua casa na Califórnia, moldou a primeira prancha de Bodyboard. O surf estava em acentuada expansão, mas a maior segurança, comodidade e menor custo das novas pranchas de bodyboard, levou o bodyborad a afirmar-se e a crescer até ao que é hoje.
O fascínio deste «sabonete rastejante» é caber na mala do carro, resistente mas suave, fácil de aprender e permite andar na onda de mais que uma maneira: deitado, de joelhos(drop-knee) ou em pé, em todos os tipos de onda, desde a pequena espuma até ao maior dos tubos.
Que quero eu dizer?? Isto não é só desporto de grandes atletas, que enfrentam ondas e condições extremas, desafiadoras da própria vida. É um desporto versátil por isso mesmo. Para desfrutar do bodyboard não é preciso andar a voar em ondas de três metros. O bodyboard serve para desafiar as ondas mais "pesadas" do planeta e para divertir a criancinha e o pai (ou a mãe) de família num fim de semana quente de verão.
Tom Morey chegou a afirmar que o desporto que ele inventou, estava a seguir um caminho diferente daquele que tinha imaginado. Demasiada competição, agressividade e exigência. Talvez ele tenha razão. Mas há quem não pense assim. Há quem goste simplesmente da essência. Há por aí muitos desportos que deviam meter os olhos no exemplo que é o bodyboard. Mas como já disse uma vez, tem de se viver para contar.
Na semana passada andavam uns miúdos com umas pranchas, a brincar na espuma das ondas, na praia onde costumo ir. Calcei as barbatanas e fui para lá, divertir-me com eles. Acho que também foi por isso que Tom Morey inventou o Bodyboard.
P.S.- Sei que já estão a pensar em comprar uma prancha e umas barbatanas. Encontramo-nos dentro de água?
