É vazio que existe. Os espaços que faltam preencher zombam dos seus pretendentes, deixando-os sem guarda, sem grito, sem fé.
Na praça, e mesmo ao lado do canteiro, há um banco de ferro. Sentou-se agora um velho. Vinha já a abrandar o passo, ofegante, quando avistou o oásis de ferro e madeira. Ali sentado não expõe as suas dificuldades na óbvia incapacidade de deslocação. Mas é senhor de si mesmo, recosta-se para a pose e acende uma cigarrilha. Irrita-se quando deixa cair a cinza nas calças brancas. Deixo-o a praguejar e volto a atenção para um monte que se eleva ao longe.
Não há verde, nem sol. Já nada anseio que não seja planura. Queimo o brio e a vontade. Na verdade, é água que já não mata a sede.